terça-feira, 20 de setembro de 2016

Salvador, aqui em Angola, só os dois é que não comemos!



Monsenhor Manuel Alves da  Cunha (1872-1947). Cónego da Sé de Luanda. Desembarca na cidade em 1901. Promove luta contra a escravatura e o trabalho forçado. Vereador da câmara de Luanda e vogal da comissão administrativa do município (1914-1936). Cria, em 1919, um liceu em Luanda. Governa a diocese de como vigário capitular do bispado, de 1914 a 1933. Consultor dos ministros das colónias João Belo e Oliveira Salazar. Acusado de promover revolta em Angola, chega a ser deportado (1936). Segundo a tradição oral, dizia, ao passar pela estátua de Salvador Correia de Sá: Oh! Salvador, aqui em Angola, só os dois é que não comemos. A única estátua herdada do regime colonial que não é apeada pelas novas autoridades em 1975. Segundo Fernando Pereira, no blogue Recordações da Casa Amarela (28 de dezembro de 2012), seria um misto de Rasputine, Calvino e Quirino de Jesus.